sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Maldição de Momiji


Momiji fala:

"- Mamãe não me conhece.
Ela se esqueceu de mim. Suas lembranças foram parcialmente apagadas.
Ela pensa que sou filho de outro membro da familia Souma.
Bebês amaldiçoados pelos demônios geralmente nascem dois meses antes dos bebês normais.
Ela conheceu o amor da sua vida...e se casou com ele.E teve um filho do fruto do seu amor.
Mas toda vez que ela tentava abraçar o bebê...ele se transformava em um filhote feio de um animal.
Que doloroso seria pra ela.
Uma mulher que deu à luz aquele animal engraçado... seria loucamente super protetora ou apenas ficaria fraca. Minha mãe enfraqueceu. Todo seu corpo ficou muito fraco. Ela tentava não olhar pra mim. Mas ela estava sempre nervosa, chorando e gritando histericamente.
Agora,quando penso sobre isso,eu acho que ela estava... se despedaçando."


Mãe do Momiji:

- "O maior erro que cometi na minha vida,foi ter dado à luz aquele monstro nojento!"


Momiji:

"Então eu fui apagado das lembranças dela. Ela ficou cada vez melhor depois disso. Ela conseguiu sorrir alegremente depois de dois meses.

Eu, realmente..ajudei ela à ficar melhor?

Mas eu sempro penso... que vou guardar no meu coração todas as minhas lembranças até o fim. Mesmo que sejam lembranças tristes que me machuquem muito.
Mesmo que sejam tão tristes que eu queira esquecer elas para sempre. Se eu puder suportá-las e não fugir delas... então um dia...
Um dia isso vai me fazer uma pessoa forte. Eu quero... acreditar nisso. Eu quero acreditar... que... nenhuma lembrança nunca deve ser esquecida para sempre.
Honestamente eu não queria que mamãe me esquecesse. De verdade. Mas... isso é só... meu egoísmo.

É um segredo,tá?"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Principe Encantado que nadaaa!


O que OBVIAMENTE não presta sempre me interessou muito!


Não preciso fazer nem uma listagem sobre isso, é fato!
O que adianta ir pelo melhor caminho se o caminho do Lobo Mau é mais divertido? O outro pode ser o mais seguro, mas ele vai te dar sono. Aí nem graça vai ter!
Tudo o que TECNICAMENTE não presta vai sempre te dar uma vontadezinha de 'quero mais' depois de ter se atrevido a fazê-lo.
Pelo menos comigo aconteceu ((e acontece)) isso.


"Quando eu encontrar um amor pra mim, tem que ser perfeito, eu só quero assim. Tem que ser perfeito e me querer demais, tem que ser perfeito ou mais!"



Ahhhhh! Peloamordedeus!
Ninguém procura a pessoa perfeita! Na verdade, as pessoas procuram sim, até perceberem que vai ser aquele tremendo idiota, lunático, cafajete que vai te fazer perder a cabeça e fazer as coisas mais incríveis da sua vida!
A pessoa perfeita vai te ligar na hora certinha e aparecer na sua casa nos dias marcadosm enquanto o cafajeste vai bater no seu portão tarde da noite e te ligar de madrugada só porque deu vontade!
Ahhhh cara... venhamos e convenhamos, pra quê o principe encantado? O estoque dele ta vencido já!
Vamos a procura do Lobo Mau!
Afinal, ele te melhor, te ouve melhor e ainda te come! xD~





Beijo, Beijo, Beijo

TCHAU!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ainda me lembro

Se lembra de como era bom aquilo?

Não se viam sempre, mas sempre que podiam faziam questão de um telefonema só para matar a saudade atravez dos fios. Mensagens de madrugada, altas conversas online...
Incrível como tinham aquilo que era apenas deles. Não tinham a obrigação, e , vê lá por causa disso, era melhor.
Quando estavam juntos eram amigos com um capítulo a mais que somente eles conheciam. Conversavam, brincavam, zuavam a si mesmo e aos outros juntos, riam e a cada sorriso eles se sentiam mais próximos...

Depois ele tivera que partir. Não para longe, mas partir dela. Ele não sabe explicar, ela também não, simplesmente aconteceu.
Ele não estava mais lá. Aparecia de vez em quando e ela sentia que não era a mesma coisa de antes.
Ela finge que não liga, ficam juntos as vezes, mas ela não entende como não consegue esquecê-lo. Ele está longe de ser um bom partido. Mas ela, daquela vez, a segunda vez, ela conheceu nele o que, crê ela, que ninguém nunca conheceu. Soube de seus medos, gostos e amores em um só dia, um só momento e nunca mais esqueceu.

Agora são conhecidos, colegas, acho que nem amigos mesmo.
Se falam, brincam, zoam, mas nada como antes. Ele já fora a lugares só para vê-la, já hoje se for talvez se falam.
Ela não gosta, mas não fala. Ela pensa: "foda-se", vira e sai andando e fica com os amigos, mas na hora de dormir, só ela sabe como é se lembrar daquele dia, só aquele...

Quem nunca passou por isso?
Ter alguém sem um compromisso maior e parecer que aquela pessoa é só sua, nem que seja por alguns instantes?

Mas nos restam as lembranças que são melhores do que nós mesmos já fomos.


"Pior é te querer, te ganhar e te perder..."


Beijo, beijo, beijo
TCHAU!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mais um ano se passou...

É gente, mais um ano acabou como um flash! Ainda me lembro do reveillon do ano passado. Se lembro... ( 66'

Mas agora o que tenho que me lembrar é o deste ano.
O viradão mais foda (Literalmente) !

Dançar a noite toda com o som no último volume, cantar com os amigos, zuar até o talo, pulseirinhas brilhantes, bebidas de sobra, e o mais legal: com o meu pai dormindo no quarto ao lado sem reclamar de nada... NADA‼

Pintar o cabelo agora tá virando moda de festa! Natal e Ano Novo também! Mas ligamos não, é legal! =D

Você sabe fazer pirofagia? Nós sabemos! HAHAHA'

A amiga some do nadaaaa! "Cadê Fulana?"
Sinceramente eu já imaginava onde teria ído a fulana. Então, para quê procurar também se já tinham todos os outros procurando?
Com excessão de um, claro, que ficou me fazendo compahia! ( 66'

Mas hein... sem mais detalhes.

Muito bom entrar no ano com os amigos juntos com você!
Espero fazer muitas entradas iguais a esta! OPS! xD~

Vamos deixar isso em Off... afinal, depois do ano novo já houveram outras coisas acontecendo! xD~

Mas podem deixar que eu comento por aqui!

Amigos iguais as meus, NEM COMPRANDO!


AMO MUITO TUDO ISSO!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A Bunda Dura


"Tenho horror a mulher perfeitinha.
Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário?
E, só pra piorar, tem a bunda dura!? Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?


A - ESCOVA TODA MANHÃ: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar- se no Padrão "Alisabel é que é legal". Burra.

B - NA MODA: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS. O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar"desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.

C - SORRISO INCESSANTE: Ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho - só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.

D - BUNDA DURA: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem HORROR a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.

Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps.
Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira.
Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua."

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A Sinceridade Anormal!


Há quem diga que os homens não prestam nem um pouco. Já outros dizem que as mulheres sãoq uem não prestam mesmo. Já eu, digo que nenhum dos dois prestam SE QUIZEREM.

Um homem que trai a sua mulher, presta? Depende de seus argumentos!
E se ele a traiu porque ela o traía com o seu melhor amigo e ele só descobriu isso anos depois? Aí nenhum dos dois prestam, mas ela é a pior!
Mulher quando dá pra não prestar é pior do que cobra cascavel com a presa nos dentes. É igual homosexual quando quer fazer alguma coisa, faz melhor do que qualquer mulher, e de salto alto.

Bom, hoje aconteceu uma coisa engraçada no meu trabalho. Um amigo deu a seguinte resposta, quando lhe perguntaram sobre o namoro com uma tal moça:

- "Ela terminou comigo. Não aguentou e disse que sou muito ciumento. Eu sou muito ciumento mesmo! E possessivo! Aí ela não aguentou e não quiz mais nada comigo."

Ao que minha amiga disse:

- "Eu não acredito que ele ta falando isso! Adminiu que é super ciumento e ainda que a namorada deu um pé na bunda dele! Como ele é sincero!"

Ele: "Sou sim, po. Não tenho motivos para mentir. Mas também se faço besteira eu digo. Eu a trai, e ainda contei pra ela!"

Nós: ¬¬°



Agora me digam: Ele Presta?

domingo, 21 de dezembro de 2008

Fim de Semana entre parênteses

-Invasão! Vim passar o fim-de-semana com você!

Pego de surpresa com a informação intimativa, Vinícius se manteve perplexo à porta por algum tempo. Sem reação, olhava para Mariana. Tentava realizar o que aquela surpresa significava. E realizou: significava um Siroco no seu fim-de-semana, geralmente previsível.


-Oi ! Mas... assim de repente? Sem planos? Podia ter telefonado.



-Claro! Com planejamento não tem graça. Achei que precisava de mim. Vai me deixar aqui na porta, é?


-Ah... desculpe, Mariana. Entra aí.Não repara a bagunça.


Mariana foi entrando, muito à vontade, sala e vida dele adentro. Ia largando a bagagem pelo chão.


-Mas isso tudo para um fim-de-semana? O que tem nessas sacolas? Roupas? Mantimentos? Um arsenal de guerra?


-Ah! Un petit bagage!


Mariana tirava os objetos das sacolas, um a um, explicando-os de modo didático:





-Trouxe só o fundamental, veja:



o Três kits de bolhas de sabão, para enfeitar o ar, melar a casa e evocar a leveza!

o Dois dos nossos ídolos - Pinky e o Cérebro -, pois vamos dominar o mundo neste

fim-de-semana!

o Isto, como você pode ver, é um carro conversível vermelho. Porsche, viu?! A réplica é perfeita. Lembro de você ter falado, em sua última crise, que só passaria a respeitar as mulheres que tivessem um carro conversível vermelho. Como não especificou o tipo de carro, então a miniatura está valendo. Logo, me respeite!

o Chocolates! Chocolates! Chocolates e mais chocolates!

o Ah! Isto é bom! CD do Lulu Santos! Aqui tem as melhores dele. Mas se espalhar por aí que eu ouço Lulu, corto relações! Todo mundo tem uma fraqueza musical, e esta é a minha. Coloca aí pra gente ouvir! No modo aleatório, por favor! Gosto sempre do imprevisível !


Ela me encontrou, eu estava por aí, num estado emocional tão ruuuuuuuim, me sentindo muito só!...” – faixa 05


Notando uma sacola menorzinha intacta, Vinícius observou:

- Tem mais aquela ali, a menor.

- Ah, essa é a menos importante. Algumas roupinhas básicas e uma sandália de salto bem alto, para te ajudar a lavar louça, se for o caso. Só lavo louça de salto alto. E não me perguntepor quê.

- Algum livro?

- Não achei nas livrarias nenhum Manual de Sobrevivência para Fins-de-Semana com Depressivos. Então trouxe As Mil e Uma Noites mesmo, versão do Cony, que não vou ler, mas deve servir. Sempre se leva um livro na bagagem, né? De preferência com títulos sugestivos. Lê-lo é o de menos.

- Se você quiser uma literatura de peso, posso lhe mostrar o diário que fazia aos 18 anos, quando eu achava que ia dominar o mundo. Mal tinha barba. Por falar nisto, acha que devo fazer a barba?

- Não. Gosto dela assim por fazer. Um jeito meio bicho de ser. É sexy. Acho que vou gostar de ver seu diário imberbe. Aumenta o Lulu Santos aí, vai !

“E não tem vacilo nem enganooooo que estrague nosso planoooooo... “ – faixa 03

Estavam sentados no chão. Ela já se sentia em casa. Ele ainda não, ainda que a casa fosse dele.

- Tenho uma mini-cama elástica. Veja!

- Pra que serve?

-Pra pular, ora ! Assim, ó ! – Vínicius deu uns saltinhos demonstrativos. Ela adorou aquela parafernália. Divertiam-se com pouco.

“ Faltava abandonar a velha escoooooola, tomar o mundo feito Coca-colaaaaaaa..” – faixa 10


Mariana suspirou e fitou Vinícius com alguma extemporânea seriedade. Dessas seriedades que sempre se metem a tirar súbitas e inúteis conclusões:

- Desculpe-me por invadir a sua vida assim, sem pedir licença, perturbando seu tédio e entrando em seu planeta com música, brinquedos e dança. Já sei, já sei, não tinha esse direito. Mas agora estou aqui, você vai ter que me engolir! E sem precisar comer! – sorriu, tentando manter o humor.

- Quisera que todos os invasores do meu planeta fossem um ET assim... – o tom de Vinícius era melancólico, tom de quem nada espera, tom de desencanto, de quem calou a capacidade de se surpreender.


Tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo, tudo muda o tempo todo no muuuuuuuuuuundo. Não adianta fugir nem mentir pra si mesmo, agora, há tanta vida lá fora, aqui dentro, sempreeeeeeeee, como uma onda no mar... “ -faixa 12


As horas passavam. Distraídos, não percebiam as mãos implacáveis do tempo. Só a distração permite tal façanha. Já era a terceira vez que o CD reiniciava.

-O que vamos fazer agora? Alguma idéia?

-Vamos ao supermercado?

-Vamos ! Está precisando reabastecer a despensa?

-Não! Mas vamos ao supermercado assim mesmo.

Fizeram a festa no supermercado. Obviamente, não era o lugar mais apropriado para se fazer uma festa, por isso mesmo a festa foi boa. Tinham essa afinidade, de não atribuir uma relação necessária de causa e efeito aos produtos bem (mal) acabados da civilização.

Na cozinha:

- Você precisa comer alguma coisa, Mariana - ele tinha esse ar fomentador, parecia do signo de Câncer.

- Não, acho que não preciso. Nunca sinto fome.

- Ótimo! Então vamos fazer bolinhos de chuva! Não precisamos da fome.

- Eu adoro! Você sabe fazer mesmo? Sempre desconfio de homens na cozinha.

- Você vai ver. Enquanto isso, coloca de novo o Lulu. Já virou trilha incidental.

“Eu não pedi pra nascer, eu não nasci pra perdeeeeer, nem vou sobrar de vítima das circunstâncias. Eu to plugado na vida, eu to curando a ferida, às vezes eu me sinto uma mola encolhiiiiiiiiiiiida... / E a gente vive juntoooo e a gente se dá beeeeem, não desejamos mal a quase ninguéeeeeem/ E gente vai à lutaaaaa e conhece a dor, consideramos justa toda forma de amooooor... Hey!” – faixa 01

- Estão ficando lindos! Depois lavo a louça, então! -colocou o salto alto para a nobre tarefa.

- Prova só!

Mariana saboreava os bolinhos de chuva, deliciada. Tinha todos os sentidos aguçados. Quase sentia fome.

- Hmmmmm... Foram os melhores que eu já comi! Nem a Nazaré fazia melhor. Nunca mais vou esquecer desses bolinhos de chuva ao pôr-do-sol.

- Quem é Nazaré?

- Nazaré é... deixa pra lá! Sinto uma imensa preguiça descritiva agora para explicar quem é Nazaré.

- Podemos sair pra dançar, vamos?

- Mas você não quer ficar em depressão? Eu não me importo, quero que fique à vontade. Sinta-se em casa. Não me trate como visita, sou invasora!

- Quero dançar!

- Tá bem! Então vamos! Saímos depois das onze então, né?

Vamos dançar, luzir a madrugadaaaaaaa, inspiração pra tudo o que eu viveeeeer...” – faixa 13

Danceteria lotada. Sentar, nem pensar. A banda que se apresentava tocava um repertório diversificado, que ia do rock à MPB. A princípio, dançavam timidamente, cada um pro seu lado. Dançavam. Dançavam. Dançavam conforme o ritmo e fora dele também. Não se importavam com nada, nem com dores, nem com glórias. Dançavam tão somente. E a banda tocou Lulu - até a banda tocou Lulu: “Um Certo Alguém”. Entreolharam-se. Continuaram dançando, agora de mãos dadas. Uma espécie de rito tácito de cumplicidade, coreografia de almas que bailam vaporosas no ar. Uma dança tribal, daquelas de trazer sol ou chuva.

“Quando um certo alguéeeeeeeem cruzou o seu caminho e mudou a direção, ôooo ôoooo ôooooo... Me dê a mão, vem ser a minha estrelaaaaa, complicação tão fácil de entender, vamos dançar luzir a madrugadaaaaaaaa .“

A música acabou, e com ela o ritual. Voltaram para casa. O asfalto das ruas era cheio de asfalto. E assim, já se tinha ido metade de um fim-de-semana, totalmente fora do roteiro. Dormiram. Não, não dormiram juntos. Não é assim essa história. Eram amigos. Amigos, cuja ligação não necessitava de definições ou de aproveitar momentos oportunos para dar vazão à libido.

“Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal...” – faixa interna

Vinham de planetas diferentes. Diferentes e especiais. Eram Mariana e Vinícius, e não Mariana com Vinicius (ou vice-versa).Não nomeavam sentimentos nem sensações. Dois sensíveis marginais, meio puros, meio sujos. Dois perdidos num fim-de-semana limpo. Cada um com suas histórias, buracos, diferenças e indiferenças.

E ela me faz tão bem, ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por eeeeeela...” – faixa 05

-Não se esqueça de desligar o som!

-Pode deixar!

“A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim... “ – faixa 08

O dia seguinte foi estranho. Um anacrônico calor de 40 graus e eles sequer percebiam. E desta vez não era porque estavam distraídos. Não percebiam porque estavam alheios; e estar alheio não é estar distraído. Esqueceram-se um pouco das brincadeiras, do Pinky e o Cérebro, da cama de pular, dos chocolates. Mariana nem usou as bolhas de sabão, rotineiras companheiras.

-Daqui a pouco vou embora. Acho que já abusei do direito de invadir, não quero colonizar.

"Prá você veeeeeeeeeeer, eu to voltando pra casa... Pode ser que o barco vire, também pode ser que não" - faixa 14

Ele falava pouco. Dizia muito. Mariana continuou, triste, como são os finais de festa:

-Vou deixar você aí com suas idéias fixas e voltar para as minhas. Este fim-de-semana foi só um intervalo, um parêntesis, umas férias para os dramas. Foi legal. Valeu! Desfixamos as idéias em uma minúscula partícula do tempo, e foi só isso. Não faltará Super Bonder para fixá-las novamente. Você tem urgência de voltar a sofrer, de afundar-se nos pântanos. E eu não tenho o direito de tentar lhe salvar de si mesmo. Melhor lhe salvar de mim. Acabou o parêntesis, e não haverá ninguém pra nos dizer: bem-vindos ao circo real!

Aqui sou eu sozinho, do outro lado não sei, não sei. SOS Solidãooooooo...” – faixa 02

Abraçaram-se, assim como se quisessem ficar presos ali, na ilusão de que a vida podia ser uma sensação de simples azul. Como se a escala de cinzas não os esperasse do outro lado da linha. Era um abraço aconchegante, de coração com coração, cuja força trazia junto uma indesejável certeza. A certeza de que a cena não se repetiria. Abraços falam, exclamam, riem e choram melhor do que qualquer manifestação sonora. Vinicius perguntou, já sabendo a resposta:

- Será que você volta para outro fim-de-semana?

- Acho que não. Vou precisar lhe detestar depois.

- Entendo. Talvez eu também precise.

Ele sempre entendia. Tinham a vantagem de não precisarem se explicar demais.

- Fique bem! Ou melhor, fique do jeito que quiser! Só não maltrate meus brinquedos. Se um dia nos tornarmos inimigos íntimos, eles vão servir para suavizar nossa fotografia existencial.

"Ainda leva uma cara pra gente poder dar risada, assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade" - faixa 11

- Não vai levar de volta o CD do Lulu?

- Não. Este é seu. Tenho um igual em casa. Pode me chamar um táxi?

Vinicius chamou o táxi por telefone. Levou-a até o carro. Não se olhavam muito. Despedidas davam vontade de chorar e não foram previstas cenas com lágrimas.

- Tchau então!

- Tchau! Obrigada e desculpa! - agradecer e se desculpar era contra a sua religião. Ela dizia isso para zombar de si mesma!

Da janela do táxi gritou:

- Não se esqueça de ouvir Lulu de vez em quando! Mesmo que seja pra se torturar!

Mariana chegou em casa perturbada. Indiferente aos pensamentos confusos, não procurou porquês. É sábio não vasculhar os porquês de situações perdidas. Uma hora depois, tomada de súbita inquietação, pegou o telefone. Não sabia bem o que ia dizer, mas sabia que era fundamental o que iria dizer. Oito chamadas, ninguém atendeu. Vinícius devia estar chorando em algum canto - era emotivo, de choro fácil -, ou então dormindo. Esta cena foi cortada do script. Mariana colocou o telefone no gancho e suspirou melancólica: - Melhor assim!...

“...nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e sons, tem certas coisas que eu não sei dizer...” - faixa imaginária

Não mais se encontraram. Pior. Arrumaram uma fórmula infálivel de destruir toda e qualquer possibilidade de reencontro. A doce e profunda ligação interplanetária acabava ali.

“...Deixo assim ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer... O que eu ganho, o que eu perco ninguém precisa saber...” - faixa imaginária

No futuro, já estranhos, distantes e pouco admiráveis aos olhos um do outro, ela diria, como quem lança ao ar uma profecia fatal, da qual também seria vítima:

-E quando ouvir Lulu Santos, vai lembrar de mim...


sábado, 20 de dezembro de 2008

A Comédia da noite



Quando o MSN não quer funcionar, a gente tem que ter uma segunda opção, SEMPRE.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Viver e não ter a vergonha de ser feliz

Quando ela passa nem sempre é notada, mas sempre tem um ou dois que dizem que a viu passar.
Ela não liga. Anda com ar de liberdade. Sem medo.
Seu rosto mostra seriedade e seu olhar determinação, mas será que alguém sabe o que se passar em seu coração?
Ela parece séria, mas está feliz. Não uma felicidade com razão, mas ela não vê motivos para chorar. Ela descobriu que isso não funciona, a não ser que você tenha 2 anos de idade e seus pais o mimem.
Mas conforme o tempo passa, ela começa a sentir uma falta. Ela não sabe exatamente do quê, tudo o que ela sempre gostou está com ela. E então é neste momento que ela parecebe que é de algo que ela nunca teve, mas já ouviu muito falar. Um alguém.
Um alguém que queira puxar assunto com ela quando ela não quizer falar, alguém para falar que ela está errada, um alguém para quem poder voltar, alguém que a abrace e faça ela querer ficar assim pelo resto da vida.
Ela não entende porque ainda não conheceu esse alguém. O mundo é grande... ela acha que nunca o conhecerá. Ou será que esse alguém tão esperado por todos já passou e ela não percebeu?
"É só não esperar", foi o que lhe disseram. É como se fosse um telefonema, se você o ficar esperando, o telefone não toca.
A distração faz a vida, ela sabe.

Então assim ela continua andando pelas ruas com aquele ar de liberdade que ninguém entende o por quê, mas ela vai, vai...



Beijo, beijo, beijo
TCHAU!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Queria, mas...

Sei lá, deu vontade de escrever.



Certos gestos e cenas nos fazem perceber o quanto pessoas são importantes para nós.

Um sorriso, um abraço, um simples 'Oi!', um toque, um choro...

"Me disseram que você estava chorando. E foi então que eu percebi como lhe quero tanto... "



Tenho alguns amigos que gostaria de ter o contato que tenho com outros.
Tem algumas pessoas que gosto de coraação mesmo, de graça. Pessoas que fuui conhecendo ao longo do tempo e que foram me mostrando que valia a pena aquela amizade. Amigos que eu espero a hora de vê-los, nem que seja para dizer só um "E ae caraa!" e depois continuar andando simplesmente porque não dá pra parar, o que costuma ser o fato do trabalho. Lá fiz muitas amizades assim, como a Evelyn. Nossa! A Evelyn, menina que eu conhecia já de muitos anos, mas não ia muito com a cara dela, nunca tivemos intimidade, mas depois que entrei no mesmo trampo que ela, CARACA! Que puta saudades eu tô sentindo dessa garota! Ía embora muitas vezes com ela. Tivara meus horários juntos com ela, mas agora NOTHING! Que saudades do meu churrasco... quando a vejo também, abraços, beijos, brincadeiras e zuações sempre.
Agora vamos ver, outra pessoa que eu possa fazer a comparação do assunto. O Thiago do NP, como costumo sinalizá-lo, hahaha'. Ele é uma pessoa que eu já conhecia de um tempinho na loja, com uma amizade de nível:

- "Oi"
- "E ae!"

Mas depois de um tempo, conversando na internet, fui vendo que ele era mais, desculpem o termo, FODA do que eu pensava. Muito show de bola ele cara, brother sem noção. Conversamos de tudo, praticamente, cada dia uma história nova, ou re-zuando as velhas, o que é mais comum. Mas tá aí uma amizade que eu num tenho a 'intimidade' que eu tenho com a Evelyn. Explicando:
Quando vejo a Evelyn, olha só o ritual:

(Abre um sorriso e grita)

- "Falaa Churrascooo‼" =D

(Ao que ela vira e faz, praticamente o mesmo. Algumas vezes, quase sempre, vamos ao encontro uma da outra e rola o abraçoooo e o beijinho, geralmente vindo da minha parte na cabeça dela, pela altura.
Sentamos juntas, quando dáa, e conversamos sobre um monte de coisas)

Já com o Thiago é praticamente tudo igual, sendo que o contato físico do abraço e do beijo é inexistente. Não sei o porquê, se a maioria dos meus amigos com o nível de amizade que tenho com ele, e até menor, é asim, mas sei lá, deve ter sido a convivência que deixou acontecer. O caso sentar juntos é raro também, mas de vez em nunca essas coisas acontecem, já o papo, coisa de MTV: Foda, mas quem chega e pega o 'programa' pela metade, só se acha depois de um booom tempo.

Esse negócio de jeito com amizade é foda. Cada amizade tem seu semblante. Algumas a gente gostaria que fosse de outra forma, mas uma das coisas mais complicadas é dar o primeiro passo para que aquela situação mude. É a famosa situação, "Eu sei que vai dar certo, mas não consigo fazer".



Sei lá, deu vontade de parar.


Beijo, beijo, beijo
TCHAU!